A presidente brasileira, Dilma Rousseff, declarou nesta quinta-feira que
as ações militares no Mali devem ser submetidas a uma decisão da ONU e
alertou para eventuais "tentações coloniais", após 14 dias de
intervenção militar francesa neste conflito.
"No que se refere ao
Mali, defendemos que as ações militares sejam submetidas a uma decisão
do Conselho de Segurança da ONU, com atenção à proteção dos civis",
afirmou Dilma aos presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e
da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, reunidos em uma cúpula
bilateral em Brasília.
Dilma advertiu que "o combate ao
terrorismo não pode violar os direitos humanos" nem reavivar "nenhuma
das tentações, incluindo as antigas tentações coloniais".
Rompuy
assegurou, por sua vez, que a Europa condena os atos de grupos
terroristas que "colocam em perigo a integridade territorial e a
segurança da população" no Mali, ao mesmo tempo em que destacou a
intervenção francesa como parte dos esforços contra o terrorismo.
Mais
de 2.300 soldados franceses já estão no Mali e na quarta-feira teve
início a implementação dos soldados da força africana aprovada pela ONU.
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» Dilma pede comando da ONU no Mali e alerta para tentações 'coloniais'
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