Velório no Palácio do Planalto durou três horas e 45 minutos.
nesse período, 3,8 mil pessoas se despediram do arquiteto, segundo a PM.
O corpo do arquiteto Oscar Niemeyer deixou sob aplausos, às 19h35 desta
quinta (6), o Palácio do Planalto, em Brasília, onde foi velado desde
as 15h50. O caixão foi colocado em um carro aberto do Corpo de Bombeiros
para ser levado ao aeroporto, de onde embarcaria para o Rio de Janeiro,
onde ocorrerá o enterro, nesta sexta.A previsão era que o velório se encerrrasse por volta das 21h, mas a familia decidiu antecipar a volta ao Rio. Cerca de cem pessoas que aguardavam a passagem do caixão do lado de fora do palácio cantaram o Hino Nacional em homenagem a Niemeyer.
Oscar Niemeyer completaria 105 anos no dia 15. Ele morreu às 21h55 de quarta (5), em decorrência de infecção respiratória, no Hospital Samaritano, no Rio. Ele estava internado havia pouco mais de um mês.
No Planalto, Dilma e a viúva de Niemeyer foram as primeiras a se aproximar para observar o corpo. A tampa do caixão não foi retirada. Apenas uma abertura de acrílico permitia que se visualizasse a face do arquiteto.
O vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, José Sarney, da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, também foram se despedir de Niemeyer. Temer fez o sinal da cruz ao se aproximar do caixão.
Em seguida, se formou uma fila de autoridades no salão nobre do Planalto para prestar a última homenagem ao arquiteto famoso. A presidente Dilma se manteve o tempo todo, em pé, ao lado da cadeira onde estava sentada a viúva de Niemeyer.
Ministros de Estado, parlamentares, governadores e prefeitos que compareceram ao velório cumprimentaram Vera Lúcia e manifestaram palavras de apoio.
Por volta das 16h15, Dilma pediu que seu chefe de gabinete conduzisse a viúva ao terceiro andar do palácio, onde fica o gabinete presidencial. Em seguida, a própria presidente deixou o salão acompanhada da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.
O velório ficou aberto das 16h às 16h40 apenas para autoridades, jornalistas e familiares. Às 16h40, as portas do Planalto se abriram para o público que desejava prestar uma última homenagem ao arquiteto. Uma fila de pessoas se formou na rampa de acesso ao salão onde ocorreu o velório de Niemeyer.
Por volta das 21h, o corpo volta para o Rio, para velório no Palácio da Cidade, que só será aberto ao público a partir das 8h de sexta (7). Às 16h de amanhã, segundo Ana Lúcia Niemeyer, neta do arquiteto, haverá um ato ecumênico no mesmo local. O enterro será às 17h30, no São João Batista.
O velório de Niemeyer é o terceiro realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto. O primeiro foi o do ex-presidente Tancredo Neves, em 1985. O segundo foi o do ex-vice-presidente José Alencar, no ano passado.
MSTUm grupo de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) prestou uma homenagem a Oscar Niemeyer durante o velório do arquiteto no Palácio do Planalto.
Portando bandeiras, camisetas e bonés do movimento entraram na fila do público que deu o último adeus ao arquiteto. No momento em que entraram no Salão Nobre, os sem-terra se posicionaram diante do caixão para ler um manifesto. Ao longo dos cerca de três minutos de homenagem, os membros do movimento classificaram o idealizador dos principais monumentos de Brasília de “um sábio, solidário e comunista”.
“Niemeyer foi mais do que um arquiteto, foi um amante da vida e um incansável defensor da igualdade entre todos os seres humanos. Era comunista, não por doutrina. Mas porque acreditava que todos os seres humanos são iguais e que deveríamos ter as mesmas condições de vida. Por isso, foi acima de tudo um companheiro de todos nós”, disseram os integrantes do MST.
Entre os cerca de 50 sem-terra que foram ao Planalto para se despedir de Niemeyer havia homens, mulheres e crianças. O grupo disse ter “imenso orgulho de ter sido amigo” do arquiteto famoso. Antes de deixar o salão, os sem-terra cantaram o hino da internacional socialista e aplaudiram Niemeyer.
PresençasAs primeiras flores que chegaram ao Planalto foram enviadas pela Presidência do Senado, pelo Comando da Aeronáutica e pela família do escritor Graciliano Ramos, autor do livro "Vidas Secas".
Coroas de flores também foram enviadas, entre outros, pela presidente Dilma, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney, PCdoB, Fundação Athos Bulcão, governos de Minas, Rio e Distrito Federal, Confederação Nacional da Indústria, Universidade de Brasília, Câmara Legislativa, Aeronáutica, Associação dos Candangos, Embaixada da Bolívia, Embaixada da Argélia.
A presidente Dilma Rousseff, os ministros Aldo Rebelo (Esporte), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrario), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Aloizio Mercadante (Educação), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Alexandre Padilha (Saúde), Ideli Salvatti (Relações Insittucionais), Luís Inácio Adams (Advogado-geral da União), Miriam Belchior (Planejamento) Celso Amorim (Defesa) estavam presentes.
Os governadores Agnelo Queiroz (Distrito Federal), Jaques Wagner (Bahia), Renato Casagrande (Espírito Santo) e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também acompanhavam o velório. O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e o presidente do Senado, José Sarney, também estavam presentes.
Cortejo
O corpo de Oscar Niemeyer chegou a Brasília às 14h18 desta quinta-feira (6), trazido do Rio de Janeiro em um avião da Presidência da República, e seguiu em cortejo em carro aberto até o Palácio do Planalto, passando pelo Eixão Sul e pela Esplanada dos Ministérios, onde estão as principais obras do arquiteto na capital do país.

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